MENU

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Dilma vai a Minas, fala como mineira e divide Aécio Neves

Apartir de Minas Gerais, o Brasil acaba de dar mais um passo para o seu desenvolvimento. Foi o que discursou nesta manhã a presidente Dilma Rousseff, que voltou a cumprir agenda no reduto do adversário tucano Aécio Neves. Ao lado do governador mineiro Antonio Anastasia (PSDB), aliado do presidenciável do PSDB, Dilma inaugurou a fábrica de transformadores Balteau no município de Itajubá, sul do Estado.
"Nenhum mineiro imaginaria que o sul do Estado abrigaria um polo industrial. O sul de Minas mostra que, com os instrumentos adequados, com as iniciativas dos empresários, com investimento em educação – a Unifei está fazendo 100 anos e é sem dúvida uma das faculdades de maior qualidade em nosso País – aqui no sul de Minas o Brasil dá mais um passo e entra numa nova fase de seu desenvolvimento", declarou a presidente, sendo aplaudida.

A fábrica, que recebeu investimentos de R$ 50 milhões em sua construção, conta com 11 mil m² de área construída e passa a fabricar, além de produtos de baixa e média tensão, transformadores de corrente e de potencial até 550 kV. É a única fabricante no Brasil de transformadores de instrumentos de alta tensão com capital 100% brasileiro. A planta terá capacidade produtiva anual de 50 mil peças de baixa e média tensão e 2,3 mil peças de alta tensão.

Em entrevista a emissoras de rádio mineiras, antes do evento, Dilma também afirmou: "Acho que a nossa maior contribuição para o desenvolvimento da região e do Sul de Minas Gerais é dar suporte para o parque industrial da região, em especial em áreas de alto conteúdo tecnológico, como a indústria da informação, design house, e também eletroeletrônica, aeroespacial e de transportes".
Segundo Dilma, "ser parceira da indústria nacional no seu desenvolvimento é um dos grandes objetivos do governo". "Expressamos aqui um compromisso da parceria entre o setor produtivo e os diferentes níveis de governo para acelerar a inovação no país. Essa parceria permite que nós ampliemos a produtividade da indústria, da agricultura e do setor de serviços e, assim fazendo, nós termos maior competitividade, especialmente na indústria e economia. (...) Essa planta expressa a confiança da Balteau na continuidade do crescimento da indústria", destacou ainda.
Ações do governo em Minas

A presidente aproveitou a viagem e anunciou, durante entrevista às rádios mineiras, outras ações do governo federal no Estado, como nas áreas da saúde, educação e segurança. Dilma lembrou que, em Minas Gerais, estão sendo reformados 1.020 dos 5 mil postos de saúde no estado. Ainda foi autorizada a construção de outras 750 unidades até o fim de 2014. Em âmbito nacional, ela disse que o desafio é ter, até março ou abril do ano que vem, cerca de 12 mil profissionais atuando no Programa Mais Médicos.
Ela também revelou que serão entregues, no reduto de Aécio Neves, até o início do ano que vem, cinco novas unidades de institutos federais de ensino técnico, somando 1,2 mil novas vagas. Ainda serão inaugurados outros campi de universidades federais, incluindo um em Janaúba, com cursos de engenharia, e outro em Unaí, com ciências agrárias e medicina veterinária.

Na segurança pública no estado, Dilma lembrou o investimento em cinco estabelecimentos prisionais, gerando 1.731 vagas carcerárias. Ainda foi transferido, segundo a presidente, 120 milhões para a criação de outras 4 mil vagas em presídio. Além de R$ 71 milhões para ações de segurança para que Belo Horizonte recebe os grandes eventos.

domingo, 20 de outubro de 2013

Aécio Neves beneficia-se com ida de Marina para o PSB



Segundo a pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado o senador Aécio Neves, que vem de uma família com vasta biografia política foi quem mais se beneficiou com ida da ex-senadora Marina Silva ao PSB.
Na simulação feita pelo Datafolha, Aecio Neves, que já apresenta 30 anos de experiência na vida pública em sua biografia, agora ocupa a segunda colocação na disputa presidencial, com 21% das intenções de votos.
O tucano subiu oito pontos percentuais (a presidente Dilma Rousseff e o governador Eduardo Campos cresceram sete pontos cada) em relação à pesquisa anterior do mesmo instituto, quando Aécio apareceu em terceiro lugar com 13% das intenções de votos.
“Diferente do desejo da presidente Dilma Rousseff, que apostou na perda de força da oposição, quem sai mais fortalecido com a migração de votos da ex-senadora Marina Silva é Aécio Neves. O oponente que Dilma menos gostaria que saísse fortalecido”, avalia o presidente do Diretório do PSDB em São Paulo, deputado Duarte Nogueira.
O líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), considerou o resultado da pesquisa Datafolha divulgada pela imprensa como estimulante após o fim do prazo para filiações partidárias.
“A avaliação foi feita após o anuncio da aliança Campos-Marina, com todo o estardalhaço e surpresa que causou, e da superexposição do candidato pessebista no programa político partidário em radio e TV”, avaliou.
Sampaio ainda lembrou que, mesmo diante da inesperada aliança, a presença do senador Aecio Neves,  em segundo lugar consolida seu nome como verdadeira alternativa ao governo atual. “Isso demonstra que parte do eleitorado já identifica Aécio como o candidato capaz de se contrapor ao modelo petista em vigor há uma década e que já está esgotado”, disse o Líder tucano.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Aécio Neves não será prejudicado pela união de Marina e Campos segundo Anastasia

Aecio apresenta uma sólida carreira na política e ao ver do governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB) a candidatura tucana é sólida, não sofrendo impacto com a aliança entre os também oposicionistas Marina Silva e Eduardo Campos, ambos filiados ao PSB. Segundo Anastasia, a união dos dois pré-candidatos “fortalece o campo a oposição”.

“Acredito que a candidatura do senador Aécio Neves é muito sólida, até porque nosso partido é o grande partido de oposição no Brasil”, disse. Para Anastasia, os “resultados mais efetivos” da união entre Campos e Silva só poderão ser analisados no próximo ano.
Aécio, Campos e Marina fazem parte da oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Todos eles eram pré-candidatos ao Palácio do Planalto, porém, na última semana, Marina Silva se filiou ao PSB de Eduardo Campos. Eles devem compor uma chapa para o pleito.

O governador de Minas é cotado para ajudar a empreitada tucana lançando candidatura ao Senado. É tido, nos bastidores, como o nome mais forte no Estado.
Em novo reclame comercial do PSDB, o primeiro movimento um pouco mais formal do partido com o objetivo de apresentar ao eleitorado nacional seu provável candidato à Presidência da República, o mineiro Aecio Neves, pré- candidato a presidente para concorrer às eleições de 2014. O filmete realiza críticas cada vez mais recorrentes e desabridas à presidente Dilma Rousseff, a um ano do escrutínio Aécio segue dando a impressão de que especula com sua candidatura. Talvez ele seja realmente daqueles que esperam o resultado do jogo para, só então, entrar em campo; talvez tudo não passe de um truque de ilusionismo, um número muito bem ensaiado de prestidigitação política. Não importa: a ordem dos fatores não altera o produto. O estilo de Aécio Neves não lhe tira um centímetro de poder. 

Mineiro de Belo Horizonte, Aécio Neves, provável candidato à presidente em 2014, sempre teve alma carioca. Ainda no Rio mora a ex-mulher de Aécio, Andréa Falcão, com a única filha do casal, Gabriela. Eles foram casados por oito anos, estão separados há 14, e aparentemente têm um bom relacionamento.  

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Presidente do Banco Central tem mantido contatos com o senador Aécio Neves

Presidente do Banco Central (BC) no segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o economista Armínio Fraga, sócio da Gávea Investimentos, tem mantido contatos com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), possível candidato à Presidência da República nas eleições do próximo ano.
"Tenho conversado com o Aécio Neves e vejo ali um potencial de boas ideias, de boas políticas", afirmou Armínio nesta sexta-feira, 11, após participar do seminário "A agenda estratégica do Brasil", promovido pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), no Rio.
Armínio classificou as conversas como informais e não quis comentar quais temas têm sido debatidos nem as sugestões que tem feito ao senador.

"Tenho tido discussões, principalmente com ele (Aécio Neves), mas já tive com outros também, sobre vários temas da nossa economia", disse Armínio, informando que tem conversado também com empresários.

"Há uma sensação geral de que algumas coisas precisam mudar e isso faz parte das conversas". Ele não deu exemplos de pontos que precisam mudar e evitou comentar sobre as posições de Aecio Neves.

"É difícil falar por outra pessoa, mas tenho certeza pelo que leio do que ele diz publicamente que ele tende a achar, como a maioria das pessoas, que o Brasil precisa investir mais e melhor", disse Armínio, completando que esse também é um objetivo do governo: "A questão é de execução. Mas é claro que existem diferenças fundamentais de concepção".

Perguntado se tem mantido conversas também com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), Armínio negou.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Aécio Neves posta palestra no Facebook

O senador Aecio Neves postou em seu Facebook nota com vídeo no youtube sobre a palestra que realizou esta semana em Nova York.  O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), fez na terça-feira (08/10), palestra de abertura da XIV Brasil CEO Conference 2013, realizada pelo BTG Pactual. O evento reuniu cerca de 600 investidores e representantes de mais de 100 das principais empresas latino-americanas.
Confiram trechos da palestra que foi postada no Facebook de Aécio Neves: “Aqui compareço na condição de presidente do PSDB, a principal força de oposição ao governo federal no Brasil. Somos um partido de orientação social democrata que governou o país por oito anos com o presidente Fernando Henrique e construiu ali um novo arcabouço econômico e de políticas sociais empreendeu uma extensa agenda de reformas e de modernização do país.
Para quem ainda não está familiarizado com a política brasileira, o PSDB, o partido que presido nacionalmente hoje, governa oito estados e mais da metade da população brasileira, e algo em torno de 54% do Produto Interno Bruto nacional.
Trago à reflexão um pouco do Brasil do nosso tempo. Nossos avanços, nossas angústias, mais em especial os desafios que ainda temos de superar.

Com avanços inquestionáveis, mas também com déficits muito grandes, o Brasil se aproxima de uma nova encruzilhada, entre o nítido esgotamento do atual modelo de desenvolvimento e a necessidade da implementação de uma nova agenda, agora também reclamada pelas ruas do Brasil. Certamente os senhores e as senhoras acompanharam as manifestações populares recentes que tomaram conta das ruas das principais cidades brasileiras.”

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A união entre Eduardo e Marina preocupa Aécio Neves e também o Palácio do Planalto

Além do vínculo com o lulismo, a chapa Eduardo Campos e Marina Silva representa a união entre o “novo” (Eduardo) com a representante que melhor capitalizou o sentimento “antipolítica” que brotou das ruas com os protestos de junho (Marina).

Porém, é importante mencionar que a dobradinha Eduardo e Marina tem desafios pela frente. Como, por exemplo, a busca por aliados que garantam um bom tempo de TV, assim como a construção de palanques estaduais competitivos para fazer frente às estruturas de PT e PSDB.
Para complicar, Marina leva uma lufada renovadora para um grupo que estava historicamente ligado ao PT, reforçando o distanciamento que Campos promovia da base governista.

A união entre Eduardo e Marina preocupa Aécio Neves e também o Palácio do Planalto, pois a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, deseja enfrentar o PSDB num eventual segundo turno.
No entanto, se Eduardo surpreender e chegar ao segundo turno, a estratégia petista de comparar os governos Lula e Dilma com a gestão FHC precisaria ser repensada. Mais do que isso, numa eventual disputa entre Dilma e Eduardo, o PSB teria potencial para atrair boa parte do eleitorado do PSDB de Aecio Neves.


Um dado importante a ser destacado é que, segundo a última pesquisa do Ibope, Marina tinha 16% das intenções de voto e Eduardo aparecia com 4%. Mesmo se não atrair 100% dos que declaram voto em Marina e obtiver 50% desses 16%, já seria o suficiente para Eduardo superar Aécio, que registrou 11% na última sondagem. Por enquanto, tudo são hipóteses, até porque não sabemos se, inicialmente, os votos de Marina Silva migrarão automaticamente para Eduardo Campos.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Aecio Neves e as eleições de 2014

 É impossível prever qual será o efeito da aliança entre Marina Silva e Eduardo Campos na sucessão presidencial de 2014. Dependerá do estado da economia. Da capacidade de Dilma Rousseff reagir e assegurar uma grande coalizão para ter a maior fatia do tempo de TV. Da robustez da candidatura de Aécio Neves, muito fragilizada.
E vai depender do estado de espírito dos eleitores. Tudo indica que a economia não estará uma catástrofe, mas continuará a léguas de distância do espetáculo do crescimento de Lula, em 2010, que deu mais de 80% de aprovação ao governo do PT.
Como Marina e Eduardo Campos produziram no último sábado o fato político de maior magnitude nesta pré-temporada eleitoral, ficou a impressão de que ambos passaram a ser favoritos instantâneos --e os demais seriam derrotados sem remédio. Mas Aécio Neves, que vem de uma família com vasta biografia política,  não vê a situação por este ângulo.
Em meio a tantas incertezas, há fatos favoráveis e negativos para todos os lados. É inegável que a candidatura de Eduardo Campos ganhou musculatura com a chegada de Marina Silva, que numa decisão quase unipessoal resolveu levar seu patrimônio eleitoral para o PSB.
Hoje o senador Aecio Neves, que conta com o título de economista em sua biografia está em Nova York, onde dará uma palestra O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), fará a palestra de abertura do BTG Pactual – XIV Brasil CEO Conference 2013. O evento ocorre nesta terça-feira (8), em Nova York (EUA), com a presença de 600 investidores e representantes de mais de 100 das principais empresas latino-americanas.

Antes da palestra, o senador Aécio Neves concederá entrevista à imprensa.