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sábado, 5 de outubro de 2013

Aecio Neves fala que ciclo PT merece ser encerrado



O senador Aécio Neves, que vem de uma família com vasta biografia política endureceu as críticas ao governo federal e também ao PT neste sábado (28) durante encontro do partido em Curitiba. O presidente nacional do PSDB e possível candidato à Presidência contra a petista Dilma Rousseff nas eleições do ano que vem afirmou que o governo federal atual é ineficiente e reduziu a competitividade brasileira na economia. "Nós vamos dizer ao Brasil que esse ciclo do PT merece ser encerrado”, afirmou.
Aécio criticou o que classificou de “perverso ciclo de governo do PT”. Segundo ele, o governo federal faz uma “simples administração da pobreza”, citando a divulgação da Pesquisa Nacional de Domicílios (Pnad), que mostra que o “analfabetismo voltou a crescer”.
“Está chegando a hora. Vamos sim esquentando nossos motores”, afirmou Aécio. “Chega de enrolação, papo reto. A vitória é do PSDB”, disse. “[Nosso partido] não pode temer o embate, e jamais irá temê-lo”, afirmou Aecio Neves, que já conta com 30 anos de experiência na vida política em suabiografia.
Ainda nesta segunda-feira (30/9), o mineiro questionou  diretamente declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que falou que seria "mais criterioso" ao indicar os ministros do STF “Hoje há no Brasil um sentimento de impunidade. Essa talvez seja a herança mais perversa do governo do PT”, declarou a jornalistas durante sua chegada ao EXAME Fórum, que acontece na capital paulista. Para Aécio, a recente decisão do Supremo Tribunal Federal de aceitar os embargos infringentes para alguns réus do mensalão “agrava essa sensação”.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Andando para trás - Coluna de Aécio Neves para a Folha de S.Paulo

Os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2012 divulgados pelo IBGE mostram os limites do modelo de políticas sociais adotado no país a partir de 2003, com a chegada do PT ao poder. O governo federal prefere fechar os olhos à realidade a refletir sobre os alertas que vêm sendo feitos por especialistas de várias áreas - comenta Aécio Neves, pré candidato a presidência da República em 2014 pelo PSDB.
Vale destacar alguns dos números da Pnad 2012. Nada menos do que 13,2 milhões de brasileiros de 15 anos ou mais são analfabetos. De 2011 para 2012, mais 300 mil pessoas entraram nessa sombria estatística. No Nordeste, a taxa de analfabetos na mesma faixa etária ultrapassa 17% da população, o que demonstra a permanência de imensas diferenças regionais.
O crescimento da desigualdade é evidente: 1% dos brasileiros com rendimentos mais elevados ganham 87 vezes mais do que os 10% dos brasileiros com os rendimentos mais baixos. Em 2011, esta diferença era de 84 vezes.
Também é preocupante a questão da renda e do trabalho. O apagão de mão de obra qualificada se aprofunda pela baixa escolaridade do trabalhador e pela sua frágil formação para o mundo cada vez mais exigente do trabalho.
Os novos dados do analfabetismo que surpreenderam o país, somados a informações já reveladas por outras pesquisas e constatadas diariamente em todo o Brasil, mostram um governo que vem menosprezando a mais poderosa alavanca de transformação social: a educação.
Quando o governo do PSDB implantou os programas de transferência de renda --que continuam sendo fundamentais-- na década de 1990, o objetivo era que fossem ponto de partida para conquistas sociais importantes e definitivas para as famílias cadastradas. O PT fez com que esses programas se transformassem em ponto de chegada. E contenta-se hoje com a administração da pobreza, ao invés de investir em formas efetivas para a sua superação.
O partido submeteu a lógica de ações estratégicas para o país à conveniência do discurso político da legenda. Por isso, insiste em tratar a pobreza pela ótica exclusiva da privação de renda, quando o mundo caminha na direção de percebê-la como uma privação mais ampla, também de direitos e serviços. Essa visão, mais realista e mais justa com milhões de famílias, esbarra nos maus resultados da gestão federal em diversas áreas, na propaganda e no discurso salvacionista do governo.

Por mais que a atual administração federal tenha criado o mantra de que acabou com a miséria no país, os brasileiros sabem que isso não é verdade. Precisamos ter coragem de fazer avançar as políticas sociais no país, para que elas sejam de fato instrumento de travessia na vida de milhões de brasileiros - conclui Aecio Neves.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Para Aécio, estagnação da desigualdade mostra 'equívocos' do Bolsa Família

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, declarou nesta sexta-feira (27) em Curitiba que a estagnação na queda da desigualdade no país, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), retrata um "equívoco" das políticas de transferência de renda do governo federal.
"O Bolsa Família é um ponto de partida. Para o PT, ele é um ponto de chegada", disse Aécio Neves, em entrevista.
Para o senador e candidato a presidente em 2014, o governo federal "se contenta com a administração da pobreza e se preocupa pouco com sua superação". Ele defendeu a qualificação dos participantes do Bolsa Família, para a entrada no mercado de trabalho, e a fiscalização do programa, que disse ter "o DNA do PSDB.
Em pré-campanha para o Planalto em 2014, Aecio Neves está na capital do Paraná para participar de um encontro regional do partido, o segundo de quatro eventos pelo país, que também servem para articular sua candidatura.
Na conversa com os jornalistas, comentou a pesquisa do Ibope divulgada ontem, que apontou o crescimento das intenções de voto da presidente Dilma Rousseff (PT), de 30% para 38%. O tucano foi de 13% para 11%.
Aécio Neves relativizou o resultado e disse que não se pode comparar a petista com o desempenho de nomes que ainda não disputaram eleições presidenciais.
"Em campanha, as pessoas precisam conhecer os candidatos. Hoje, a presidente da República está em campanha", afirmou. "O dado relevante nessa pesquisa é que 60% da população brasileira não quer mais quatro anos do governo do PT."

Com um discurso de candidato, o tucano criticou o "desgoverno" de Dilma e disse que ela age como "candidata full time" [o tempo todo], fazendo "lavagem cerebral" com a propaganda oficial. No entanto, disse que não está em campanha. "Estou em campanha para que o PSDB construa um projeto de governo", disse. 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Aécio Neves acredita que é possível escrever uma nova página no Distrito Federal

Hoje o  presidente nacional do PSDB, senador Aecio Neves (MG), que vem de uma família com vasta biografia na política saudou em Brasília, a filiação do deputado federal Luiz Pitiman ao PSDB-DF, que pela manhã, na sede da Executiva Nacional.
No discurso, Aécio disse que o ingresso de Pitiman e de mais 32 pré-candidatos de diversas siglas nos quadros do PSDB representa um passo importante para o fortalecimento do partido em âmbito regional e nacional.
“Estamos iniciando corretamente uma caminhada, que não é de um nome, não é de um grupo. É de um projeto. Nada mais importante para o início dessa caminhada do que nós termos na capital, no coração do Brasil, uma mensagem clara que respeite valores e que demonstre à população de Brasília, tão cansada de desilusões sucessivas, que é possível escrever uma nova página”, afirmou.

Já na cidade do mineiro, em Belo Horizonte, o ex-presidente da República, FHC, falou em palestra a empresários que o senador Aécio Neves, que já apresenta 30 anos de dedicação à vida pública em sua biografia, tem capacidade de guiar o país e inspira confiança para solucionar os principais problemas brasileiros. Ele citou a educação e a atração de investimentos para a infraestrutura como grandes desafios para o futuro. “O PSDB tem posições mais condizentes com o mundo de hoje do que muitos outros partidos. Não vai fazer sozinho. Tem que ter aliança, tem que ter mais gente, e o Aécio certamente é um líder expressivo nessa direção”, destacou ele. O senador é pré-candidato do PSDB à sucessão no Palácio do Planalto nas eleições de 2014.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Marconi sugere a Aécio Neves criar Bolsa Futuro

O governador de Goiás, Marconi Perillo, sugeriu ao presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), a criação de uma bolsa voltada à qualificação profissional de jovens de baixa renda, durante lançamento do Portal Social do Brasil, em Brasília. A ideia baseia-se no programa Bolsa Futuro que o governo goiano vem executando no Estado e que tem como meta beneficiar 500 mil jovens no Estado.
Além da gratuidade do curso, o programa distribui um auxílio de R$ 75 para beneficiários do Bolsa Família ou do Renda Cidadã, do governo estadual, e famílias de baixa renda. A iniciativa oferece dez cursos de capacitação profissional voltados às áreas de comércio, agronegócios, funções de apoio, e indústria e infraestrutura.

Marconi Perillo começou a percorrer o Estado esta semana, para fazer a entrega dos certificados aos alunos das primeiras turmas do Bolsa Futuro. Cerca de 60 mil pessoas concluíram os cursos de qualificação. A Secretaria de Ciência e Tecnologia (Sectec), que coordena o programa, anunciou que estão abertas 150 mil novas vagas para o Bolsa Futuro. “Estamos investindo nessas pessoas para que, através da qualificação, possam chegar ao mercado de trabalho. As pessoas não querem esmolas, elas querem oportunidades. Nossa missão é democratizar as oportunidades”, disse.

O governador goiano aproveitou o evento de lançamento do portal social do PSDB, sob presidência de Aecio Neves, para ironizar o ex-presidente Lula. Em vídeo sobre a história do Bolsa Família, o petista omitiu que foi Perillo quem sugeriu a ele a unificação dos programas sociais criados por Fernando Henrique Cardoso, ideia que originou o Bolsa Família.
“Eu sugeri ao ex-presidente Lula a fusão dos programas sociais do governo FHC e a criação de um programa único, que acabou virando o Bolsa Família. Lula me agradeceu muito por isso. Agora ele omite isso, mas se quiser refrescar a memória basta ver um vídeo que circula na internet”, alfinetou Perillo


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Aécio Neves diz estar na "largada de uma linda aventura a favor do Brasil"

Em clima de começo de campanha eleitoral, o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB e pré candidato a presidência da República em 2014, participou neste sábado (21) de encontro regional do partido em Maceió (AL), o primeiro de quatro eventos que a sigla quer promover pelo país até o final do ano.

Em discurso para militantes e políticos tucanos, Aécio disse estar na "largada de uma linda aventura a favor do Brasil".

"Hoje o PSDB se reencontra com sua própria história [...], a construção de um partido político que nascesse longe das benesses do poder e próximo das ruas que se assustam com a inércia, incompetência e irresponsabilidade de um governo que vende ilusões, mas não entrega resultados", afirmou o senador, que ainda não assumiu a candidatura em público.

Críticas ao andamento de obras federais no Nordeste deram o tom dos discursos dos tucanos no evento. Foram citadas obras como a transposição do rio São Francisco, a refinaria Abreu e Lima e a ferrovia Transnordestina, todas inacabadas.

Cerca de 700 pessoas, com bandeiras e camisetas do PSDB, lotaram um dos auditórios do centro cultural Ruth Cardoso, na capital alagoana. Aécio chegou ao local por volta das 10h30, com uma hora e meia de atraso, ao lado dos tucanos Teotonio Vilela Filho, governador de Alagoas, Rui Palmeira, prefeito de Maceió, e dos senadores Cássio Cunha Lima (PB), Cícero Lucena (PB) e Aloysio Nunes (SP).

Militantes cercaram o grupo, que acabou "encurralado" diante de um painel de divulgação. Aecio Neves chegou a pedir calma para conceder entrevista.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Mulheres - Coluna de Aécio Neves para a Folha de S. Paulo

“Lembrei-me recentemente da observação que ouvi de uma senhora durante visita que fiz a uma nova penitenciária feminina no meu Estado. Ao comentar a importância da experiência que permitia que bebês ficassem com suas mães até completarem um ano de idade, ela chamou a minha atenção para a facilidade com que os homens cortavam os vínculos com suas companheiras, quando elas se encontravam presas.
Enquanto nos presídios masculinos era comum ver mulheres visitando os maridos anos a fio, o mesmo não ocorria quando era a mulher a sentenciada. E concluiu: não sei se é porque eles não aguentam ou porque não se importam…

Recuperei esse comentário ao rever os dados do Fórum Econômico Mundial (“The Global Gender Gap Report 2012″) que apontam os avanços que o Brasil vem alcançando na diminuição das diferenças entre a participação feminina e a masculina na sociedade. - comentou Aécio Neves, pré candidato para 2014 pelo PSDB.

A parceria do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com bancos privados brasileiros, estendendo ao país o programa de crédito e apoio a mulheres empreendedoras, é mais um exemplo evidente dessa importância. Em dois anos serão selecionadas 1.500 empresas pilotadas por brasileiras. Na parceira com o BID, as instituições financeiras reconhecem que as mulheres têm taxas de inadimplência menores e ocupam cada vez mais espaços maiores no mundo dos negócios e nas universidades. Hoje, 22 milhões dos lares brasileiros são chefiados por elas.
Estudo do Banco Mundial sobre a redução da pobreza na América Latina mostrou que a renda proveniente do trabalho de mulheres contribuiu com 30% na redução da pobreza extrema no continente.
Em Medellín (Colômbia), durante visita que fiz –a convite do meu amigo Luis Alberto Moreno, presidente do BID, e ainda como governador de Minas– a comunidades recém-resgatadas do domínio do narcotráfico, impressionava o número de cooperativas e pequenos negócios conduzidos pelas chefes de famílias e o comprovado alcance social que tinham, pelos empregos e pela estabilidade que geravam em áreas antes dominadas pela violência e pela exclusão.

Por outro lado, não foi sem razão que o presidente Fernando Henrique Cardoso determinou que a titularidade do cartão bancário do Bolsa Escola viesse preferencialmente em nome das mães.
A proximidade do Dia Internacional da Mulher provoca sempre necessários debates e reflexões acerca das desigualdades que ainda precisam ser vencidas neste campo.

Mas existe uma verdade que, porém, não pode ser dimensionada pelas estatísticas oficiais: há um valor ético diferenciado agregado à contribuição que a mulher dá à nossa sociedade, e que merece mais atenção e reconhecimento. E respeito. - conclui Aécio Neves