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sábado, 12 de outubro de 2013

Ninguém esperava essa reviravolta - Disse Aécio Neves sobre a criação da chapa Eduardo Campos e Marina Silva



“Papo reto? Eu e ninguém esperávamos essa reviravolta”. Assim o presidente do PSDB e presidenciável, Aécio Neves(MG), reagiu ao anúncio da criação da chapa Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (Rede). De Nova Iorque, onde participa de um seminário com investidores estrangeiros, Aécio disse estar “gostando do jogo” e que, apesar de achar que o PSDB tem as melhores propostas e melhores palanques, ele tem que torcer para fortalecer a oposição para chegar lá na frente.
“Acho a novidade extremamente positiva. Quem comemorou a derrota da não criação da Rede é que tem que se preocupar. Cada vez mais as oposições colocam como objetivo maior se unir para encerrar o ciclo perverso do PT no Governo. Nós nos aproximamos nesse propósito do antagonismo a esse modelo que está aí” — comentou Aecio Neves.
No PSDB, a avaliação é que, com a nova chapa, os quase 20 milhões de votos do capital eleitoral de Marina ficam na oposição, e não vai se dividir, como aconteceu em 2010, no segundo turno das eleições, onde seus votos foram para Dilma Rousseff e José Serra.
“Marina não sair e os votos dela migrarem para Dilma seria o pior dos mundos” — disse um tucano do entorno de Aécio.
Na avaliação do próprio Aécio Neves, com essa coligação, os votos ficam “do lado de cá” da oposição.
Outra avaliação é que, frustrado, o presidente do PPS, Roberto Freire, poderá voltar a se aproximar do PSDB, com quem tem coligações em vários estados para a eleição proporcional. Aécio vai procurar Freire assim que retornar ao Brasil.
Os tucanos consideram que, num primeiro momento, Eduardo Campos vai faturar com a aliança com Marina, mas a médio prazo, será muito pressionado se não crescer nas pesquisas de intenção de votos e Marina continuar num patamar muito alto. Se isso acontecer, avaliam, as cobranças serão fortes para que Marina, e não ele, seja o candidato a presidente.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Carta aberta de Rodrigo Constantino na VEJA para Aécio Neves

Na coluna de Rodrigo Constantino foi escrita uma carta aberta ao senador Aécio Neves, pedindo que o senador, que já conta com 30 anos de política em sua biografia seja a oposição, não querendo competir com o jeito do PT no quesito “simpatia popular”, só assim o país poderá se livrar de tornar-se a próxima Venezuela. Ao fim do texto o colunista deixa o recado para os eleitores brasileiros: Aécio ou Venezuela. Confiram trechos da carta destinada ao senador Aecio Neves, que vem de uma família com vasta biografia na política:
“Aécio, o Brasil vive um momento bastante delicado, caso ainda não tenha notado. Corremos o sério risco de virar uma Venezuela, uma Argentina. Àqueles que duvidam, vale lembrar que os venezuelanos nunca pensaram que seriam a próxima Cuba, e os argentinos jamais acreditaram que seriam a próxima Venezuela.
O PT aparelhou toda a máquina estatal, e isso inclui o STF. O bastião de resistência tem sido a imprensa, ou uma pequena parte dela, justamente aquela difamada e acusada de “golpista” pelos verdadeiros golpistas. Esta Veja aqui é uma das últimas vozes com coragem de fazer oposição firme ao projeto bolivariano do PT. O risco é sério.
E uma das principais preocupações que temos – nós todos que não desejamos virar a próxima Venezuela – é a acovardada oposição política. Basta salientar que o PSB de Eduardo Campos, até ontem governo, passou a ser uma das grandes esperanças de muitos empresários. Um partido que se diz socialista e foi governo com o PT nos últimos 10 anos! Entenda nosso desespero, Aecio Neves.
O que me remete ao meu apelo: seja oposição! Não tente competir com o PT em “simpatia popular”, em bandeiras “progressistas”, pois nisso eles têm o monopólio do discurso. Conseguiram criar uma narrativa de que são o povo, defendem o povo, e representam a esquerda. Você vai realmente enfrentá-los sendo parecido com eles, atuando no mesmo tom, ou em cinquenta tons diferentes de vermelho? Derrota certa.”


Domingos oficializa sua filiação no Solidariedade que já sinaliza apoio a Aécio Neves

O deputado federal pelo Maranhão Domingos Dutra oficializou a sua filiação no Partido Solidariedade, braço político da Força Sindical e liderado nacionalmente pelo deputado paulista Paulinho da Força.
Dutra assumirá a vice-presidência estadual do partido, que terá ainda o também deputado federal Simplício Araújo como presidente da legenda criada neste ano a partir de dissidentes do PDT.
Domingos Dutra mostra ficha de filiação do Solidariedade abonada pelo presidente estadual da legenda, deputado Simplício Araújo. O Solidariedade apoia Flávio Dino para o governo e Aecio Neves.
O plano de Dutra é tentar se viabilizar como candidato a senador na chapa de Flávio Dino (PCdoB), mas a vaga parece que já está ocupada pelo vice-prefeito de São Luis, Roberto Rocha (PSB).
Pelo jeito o ex-petista deverá mesmo concorrer à reeleição de deputado federal.
Aliado ao projeto de oposição e comprometido com o projeto da pré-candidatura do presidente da Embratur, Flávio Dino, o Solidariedade foi lançado oficialmente na noite de ontem (3), no Praia Mar Hotel, contará ainda nos seus quadros com gente de peso como o ex-deputado Aderson Lago, um dos protagonistas da “Operação Navalha”, da Polícia Federal.
O Solidariedade vai apoiar candidatura do tucano Aécio Neves para presidente da República, e deve contar, a partir da próxima semana, com cerca 30 deputados federais.

É notória a posição política de Domingos de oposição à família Sarney, a quem acusa de massacrar o povo do estado do Maranhão, de iludir a população pelo uso abusivo dos meios de comunicação e de estar constantemente envolvida em desvios de verbas e corrupção. Domingos Dutra publicou um livro intitulado O Camaleão, que trata dos escândalos da família Sarney e da cassação, segundo ele forjada, do governador Jackson Lago em 2009.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

PSDB cria táticas para apaziguar partido com Aecio Neves e Serra

O senador Aecio Neves, mantém seu ar conciliador e segue com discurso de que trabalhará em parceria com Serra para derrotar o PT. O mineiro Aecio Neves é um dos nomes mais cotados dentro do PSDB para disputar as eleições de 2014, mas José Serra ainda não está totalmente descartado. Até a decisão oficial os dois seguem em clima de paz e tanto o time de Serra como de Aecio pretendem elaborar estratégias para que esta situação de harmonia siga em frente.
O combinado é que o martelo será batido em março, com a realização de um evento com a presença dos dois. “Hoje o candidato que conta com o apoio da maioria do partido é o Aécio, mas o Serra tem consciência de que é um nome disponível para entrar na disputa a qualquer momento”, diz, por exemplo, o ex-vice-governador paulista Alberto Goldman, vice-presidente nacional do PSDB e aliado de Serra.
Aecio Neves, que segue como candidato mais provável para concorrer a presidência pelo PSDB em 2014, mantém discurso afirmando que seria uma honra disputar a presidência com um nome tão forte como o de Serra.

Um ponto de encontro entre os dois grupos é que o ex-governador paulista poderá, se disputar uma vaga no Congresso e vencer, comandar um processo de reforma política que proporia, entre outros pontos, o fim da reeleição e a adoção do mandato presidencial de cinco anos. Isso possibilitaria a Serra reivindicar uma candidatura em 2019, quando terá 77 anos - a reeleição foi aprovada no governo Fernando Henrique Cardoso, que se beneficiou da emenda constitucional e obteve um segundo mandato no Palácio do Planalto em 1998.

A possibilidade de Serra disputar uma vaga no Congresso congela a disputa pela candidatura ao Senado em São Paulo pelo menos até março de 2014. Tanto serristas quanto aecistas duvidam que o ex-governador aceite disputar uma cadeira de deputado federal e realize o sonho de dez entre dez tucanos paulistas.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Aécio Neves é espionado por “inteligência eleitoral” da presidente Dilma

Espionado pela “inteligência eleitoral” da presidente Dilma Rousseff, o senador candidato à Presidência pela oposição Aécio Neves (PSDB) brincou nesta terça-feira (1º) com a “coincidência” de se esbarrar com ministros nos estados onde faz seu programa eleitoral, o “Vamos conversar”. “Talvez seja uma coincidência, mas é natural encontrar com ministros, até porque existem ministros para irem a todos os estados brasileiros simultaneamente pelo excesso de ministros no governo”, alfinetou.
O presidente tucano, Aécio Neves do PSDB de Minas Gerais, é mesmo o candidato mais temido pela presidenta Dilma Rousseff e pelo ex-presidente Lula, mentor de sua campanha à reeleição. Todos os movimentos de Aecio Neves são monitorados pela “inteligência” da campanha do PT, incluindo discursos, entrevistas e sua agenda. Agora, as viagens do pré-candidato do PSDB sempre “coincidem” com a visita, à mesma cidade, de vários ministros prometendo mundos e fundos.
Com certeza po PT está com medo de perder as eleições porque sabe que só o bolsa família não vai garantir a reeleição da presidenta Dilma Rousseff em 2014.

A “coincidência”, como definiu o senador, foi divulgada pelo jornalista Cláudio Humberto, na coluna desta terça-feira. Quando o senador Aécio Neves esteve em Maceió, no dia 21, quatro ministros prometeram investir R$ 10 bilhões, dinheiro nunca visto na negligenciada Alagoas. Na semana seguinte, em Curitiba, no dia 28, um grupo de ministros esteve na cidade no mesmo dia do tucano, prometendo investimentos. Ao Diário do poder, o mineiro brincou que “não será nenhuma surpresa encontrar com mais ministros por aí”.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Se eleito, Aécio Neves irá tomar medidas emergenciais para simplificar o sistema tributário

Com discurso de candidato, o senador Aécio Neves do PSDB de Minas Gerais, presidente do partido tucano, aproveitou sua participação no Fórum Exame, em São Paulo, para fazer propostas de governo. Aécio Neves afirmou que governaria com metade dos atuais ministérios (cerca de 21 ou 22) e que reinauguraria a chamada Secretaria da Desburocratização. Superou o tabu sobre o Bolsa Família e disse, categoricamente, que, caso fosse eleito presidente, iria modificar o programa que hoje tem muitas falhas.
Segundo o senador Aecio Neves, o PSDB tem dez propostas para melhorar o Bolsa Família. "O beneficiário precisa receber, uma vez por ano, a visita de um assistente social que possa avaliar como anda a evolução da família", disse. O presidenciável Aécio Neves defendeu que o benefício seja pago por um período maior mesmo que os membros da família assistida consigam um emprego e ultrapassem a renda mensal de até R$ 140 por pessoa.
"O pai de família que voltar a trabalhar com carteira assinada deve permanecer recebendo o benefício por algum período, porque o risco de perdê-lo não estimula as pessoas a voltar ao mercado de trabalho. Vamos dar segurança para que a pessoa faça essa transição", afirmou.

Sobre os impostos, o presidente do PSDB, Aécio Neves, também disse que, se eleito, tomaria, no primeiro ano do governo, medidas emergenciais para simplificar o sistema tributário. Para ele, o governo "mais atrapalha o ambiente de negócios do que ajuda" e ainda "demonizou a parceria com setor privado". 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Aécio Neves e Marina Silva despontam como opositores da política econômica de Dilma

A economia promete ser um dos temas mais quentes da campanha eleitoral de 2014. Ainda é cedo para tirar conclusões definitivas, mas, por enquanto, Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (Rede) despontam como opositores da política econômica de Dilma, enquanto Eduardo Campos (PSB) fica em cima do muro.
No evento da revista Exame, Aécio Neves, pré candidato do PSDB para 2014, trouxe algumas propostas concretas: reduzir pela metade o número de ministérios, simplificar o sistema tributário, investir em educação e promover uma nova rodada de abertura da economia, que permita inserir a produção brasileira nas cadeias globais.
As promessas do senador parecem música aos ouvidos dos empresários e banqueiros, que estão insatisfeitos com o intervencionismo de Dilma. O fraco crescimento da economia e os constantes embates entre governo e setor privado gerou um dos piores ambientes de negócios que o país já viu. "Só vamos retomar o rumo quando o setor público compreender que o setor privado não é um inimigo a ser combatido", disparou Aecio Neves.
A questão é o que empresariado não é exatamente o público que Aécio Neves precisa conquistar. Esse setor já vota no PSDB, com exceção de alguns poucos que se aproximaram do ex-presidente Lula. Nos moldes atuais, o discurso do pré-candidato tucano dificilmente terá algum apelo para as camadas mais pobres da população, que representam a maioria do eleitorado.
Marina não foi tão objetiva a ponto de sugerir medidas concretas, mas bateu na mesma tecla. Segundo ela, que ainda aguarda a aprovação de seu partido pela Justiça Eleitoral, "a presença constante do Estado, que não sabe a hora de seu ausentar" contribui para a "desconfiança generalizada" e não cria "o ambiente necessário para atrair investimentos".
Ela tem razão quando diz que "a lógica do poder pelo poder, da oposição pela oposição e da agenda de curto prazo ameaça as importantes conquistas econômicas e sociais alcançadas nos governos FHC e Lula". Mas é muito teórica quando diz que temos que "sair da dualidade de Estado provedor x Estado fiscalizador" e que precisamos de um "Estado mobilizador". Difícil explicar para a massa da população o que isso significa.
Na última campanha presidencial, economistas liberais já vinham se aproximando de Marina, até porque não encontravam respaldo na campanha de José Serra, que é tão desenvolvimentista quanto Dilma. É provável que outros economistas tucanos se mobilizem a favor da candidata se ela for para o segundo turno. Mas, de novo, não são esses votos que os opositores do PT precisam conquistar.
O discurso de Eduardo Campos, que tenta se posicionar como um agente de mudança depois de participar por dez anos do governo do PT, é ambíguo. Ele afirma que o Brasil precisa de um novo governo baseado em três alicerces: preservação do que já foi conquistado, não fazer o debate frio da produtividade, e colocar as ideias em disputa fora do maniqueísmo.
Alguém conseguiu entender o que esses três pilares significam? Em outras entrevistas e debates, Campos se posicionou um pouco mais claramente, dizendo que o Brasil precisa voltar a crescer com vigor e ampliar o investimento. Mas até aí é uma conclusão ao que o governo Dilma também já chegou. Por enquanto, não deu para entender se Campos comunga da cartilha neoliberal ou da desenvolvimentista.

Na última campanha presidencial, o debate econômico foi pobre, porque Dilma e Serra compartilham das mesmas ideias. Agora a economia voltou a ganhar relevância, o que é muito saudável. Com o PIB crescendo pouco mais de 2%, a inflação batendo no teto da meta, e a qualidade dos serviços públicos beirando o sofrível, é urgente um debate sobre os rumos da economia brasileira. O desafio vai ser aproximar esse debate do eleitor médio.