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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Se eleito, Aécio Neves irá tomar medidas emergenciais para simplificar o sistema tributário

Com discurso de candidato, o senador Aécio Neves do PSDB de Minas Gerais, presidente do partido tucano, aproveitou sua participação no Fórum Exame, em São Paulo, para fazer propostas de governo. Aécio Neves afirmou que governaria com metade dos atuais ministérios (cerca de 21 ou 22) e que reinauguraria a chamada Secretaria da Desburocratização. Superou o tabu sobre o Bolsa Família e disse, categoricamente, que, caso fosse eleito presidente, iria modificar o programa que hoje tem muitas falhas.
Segundo o senador Aecio Neves, o PSDB tem dez propostas para melhorar o Bolsa Família. "O beneficiário precisa receber, uma vez por ano, a visita de um assistente social que possa avaliar como anda a evolução da família", disse. O presidenciável Aécio Neves defendeu que o benefício seja pago por um período maior mesmo que os membros da família assistida consigam um emprego e ultrapassem a renda mensal de até R$ 140 por pessoa.
"O pai de família que voltar a trabalhar com carteira assinada deve permanecer recebendo o benefício por algum período, porque o risco de perdê-lo não estimula as pessoas a voltar ao mercado de trabalho. Vamos dar segurança para que a pessoa faça essa transição", afirmou.

Sobre os impostos, o presidente do PSDB, Aécio Neves, também disse que, se eleito, tomaria, no primeiro ano do governo, medidas emergenciais para simplificar o sistema tributário. Para ele, o governo "mais atrapalha o ambiente de negócios do que ajuda" e ainda "demonizou a parceria com setor privado". 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Aécio Neves e Marina Silva despontam como opositores da política econômica de Dilma

A economia promete ser um dos temas mais quentes da campanha eleitoral de 2014. Ainda é cedo para tirar conclusões definitivas, mas, por enquanto, Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (Rede) despontam como opositores da política econômica de Dilma, enquanto Eduardo Campos (PSB) fica em cima do muro.
No evento da revista Exame, Aécio Neves, pré candidato do PSDB para 2014, trouxe algumas propostas concretas: reduzir pela metade o número de ministérios, simplificar o sistema tributário, investir em educação e promover uma nova rodada de abertura da economia, que permita inserir a produção brasileira nas cadeias globais.
As promessas do senador parecem música aos ouvidos dos empresários e banqueiros, que estão insatisfeitos com o intervencionismo de Dilma. O fraco crescimento da economia e os constantes embates entre governo e setor privado gerou um dos piores ambientes de negócios que o país já viu. "Só vamos retomar o rumo quando o setor público compreender que o setor privado não é um inimigo a ser combatido", disparou Aecio Neves.
A questão é o que empresariado não é exatamente o público que Aécio Neves precisa conquistar. Esse setor já vota no PSDB, com exceção de alguns poucos que se aproximaram do ex-presidente Lula. Nos moldes atuais, o discurso do pré-candidato tucano dificilmente terá algum apelo para as camadas mais pobres da população, que representam a maioria do eleitorado.
Marina não foi tão objetiva a ponto de sugerir medidas concretas, mas bateu na mesma tecla. Segundo ela, que ainda aguarda a aprovação de seu partido pela Justiça Eleitoral, "a presença constante do Estado, que não sabe a hora de seu ausentar" contribui para a "desconfiança generalizada" e não cria "o ambiente necessário para atrair investimentos".
Ela tem razão quando diz que "a lógica do poder pelo poder, da oposição pela oposição e da agenda de curto prazo ameaça as importantes conquistas econômicas e sociais alcançadas nos governos FHC e Lula". Mas é muito teórica quando diz que temos que "sair da dualidade de Estado provedor x Estado fiscalizador" e que precisamos de um "Estado mobilizador". Difícil explicar para a massa da população o que isso significa.
Na última campanha presidencial, economistas liberais já vinham se aproximando de Marina, até porque não encontravam respaldo na campanha de José Serra, que é tão desenvolvimentista quanto Dilma. É provável que outros economistas tucanos se mobilizem a favor da candidata se ela for para o segundo turno. Mas, de novo, não são esses votos que os opositores do PT precisam conquistar.
O discurso de Eduardo Campos, que tenta se posicionar como um agente de mudança depois de participar por dez anos do governo do PT, é ambíguo. Ele afirma que o Brasil precisa de um novo governo baseado em três alicerces: preservação do que já foi conquistado, não fazer o debate frio da produtividade, e colocar as ideias em disputa fora do maniqueísmo.
Alguém conseguiu entender o que esses três pilares significam? Em outras entrevistas e debates, Campos se posicionou um pouco mais claramente, dizendo que o Brasil precisa voltar a crescer com vigor e ampliar o investimento. Mas até aí é uma conclusão ao que o governo Dilma também já chegou. Por enquanto, não deu para entender se Campos comunga da cartilha neoliberal ou da desenvolvimentista.

Na última campanha presidencial, o debate econômico foi pobre, porque Dilma e Serra compartilham das mesmas ideias. Agora a economia voltou a ganhar relevância, o que é muito saudável. Com o PIB crescendo pouco mais de 2%, a inflação batendo no teto da meta, e a qualidade dos serviços públicos beirando o sofrível, é urgente um debate sobre os rumos da economia brasileira. O desafio vai ser aproximar esse debate do eleitor médio.

sábado, 5 de outubro de 2013

Aecio Neves fala que ciclo PT merece ser encerrado



O senador Aécio Neves, que vem de uma família com vasta biografia política endureceu as críticas ao governo federal e também ao PT neste sábado (28) durante encontro do partido em Curitiba. O presidente nacional do PSDB e possível candidato à Presidência contra a petista Dilma Rousseff nas eleições do ano que vem afirmou que o governo federal atual é ineficiente e reduziu a competitividade brasileira na economia. "Nós vamos dizer ao Brasil que esse ciclo do PT merece ser encerrado”, afirmou.
Aécio criticou o que classificou de “perverso ciclo de governo do PT”. Segundo ele, o governo federal faz uma “simples administração da pobreza”, citando a divulgação da Pesquisa Nacional de Domicílios (Pnad), que mostra que o “analfabetismo voltou a crescer”.
“Está chegando a hora. Vamos sim esquentando nossos motores”, afirmou Aécio. “Chega de enrolação, papo reto. A vitória é do PSDB”, disse. “[Nosso partido] não pode temer o embate, e jamais irá temê-lo”, afirmou Aecio Neves, que já conta com 30 anos de experiência na vida política em suabiografia.
Ainda nesta segunda-feira (30/9), o mineiro questionou  diretamente declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que falou que seria "mais criterioso" ao indicar os ministros do STF “Hoje há no Brasil um sentimento de impunidade. Essa talvez seja a herança mais perversa do governo do PT”, declarou a jornalistas durante sua chegada ao EXAME Fórum, que acontece na capital paulista. Para Aécio, a recente decisão do Supremo Tribunal Federal de aceitar os embargos infringentes para alguns réus do mensalão “agrava essa sensação”.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Andando para trás - Coluna de Aécio Neves para a Folha de S.Paulo

Os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2012 divulgados pelo IBGE mostram os limites do modelo de políticas sociais adotado no país a partir de 2003, com a chegada do PT ao poder. O governo federal prefere fechar os olhos à realidade a refletir sobre os alertas que vêm sendo feitos por especialistas de várias áreas - comenta Aécio Neves, pré candidato a presidência da República em 2014 pelo PSDB.
Vale destacar alguns dos números da Pnad 2012. Nada menos do que 13,2 milhões de brasileiros de 15 anos ou mais são analfabetos. De 2011 para 2012, mais 300 mil pessoas entraram nessa sombria estatística. No Nordeste, a taxa de analfabetos na mesma faixa etária ultrapassa 17% da população, o que demonstra a permanência de imensas diferenças regionais.
O crescimento da desigualdade é evidente: 1% dos brasileiros com rendimentos mais elevados ganham 87 vezes mais do que os 10% dos brasileiros com os rendimentos mais baixos. Em 2011, esta diferença era de 84 vezes.
Também é preocupante a questão da renda e do trabalho. O apagão de mão de obra qualificada se aprofunda pela baixa escolaridade do trabalhador e pela sua frágil formação para o mundo cada vez mais exigente do trabalho.
Os novos dados do analfabetismo que surpreenderam o país, somados a informações já reveladas por outras pesquisas e constatadas diariamente em todo o Brasil, mostram um governo que vem menosprezando a mais poderosa alavanca de transformação social: a educação.
Quando o governo do PSDB implantou os programas de transferência de renda --que continuam sendo fundamentais-- na década de 1990, o objetivo era que fossem ponto de partida para conquistas sociais importantes e definitivas para as famílias cadastradas. O PT fez com que esses programas se transformassem em ponto de chegada. E contenta-se hoje com a administração da pobreza, ao invés de investir em formas efetivas para a sua superação.
O partido submeteu a lógica de ações estratégicas para o país à conveniência do discurso político da legenda. Por isso, insiste em tratar a pobreza pela ótica exclusiva da privação de renda, quando o mundo caminha na direção de percebê-la como uma privação mais ampla, também de direitos e serviços. Essa visão, mais realista e mais justa com milhões de famílias, esbarra nos maus resultados da gestão federal em diversas áreas, na propaganda e no discurso salvacionista do governo.

Por mais que a atual administração federal tenha criado o mantra de que acabou com a miséria no país, os brasileiros sabem que isso não é verdade. Precisamos ter coragem de fazer avançar as políticas sociais no país, para que elas sejam de fato instrumento de travessia na vida de milhões de brasileiros - conclui Aecio Neves.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Para Aécio, estagnação da desigualdade mostra 'equívocos' do Bolsa Família

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, declarou nesta sexta-feira (27) em Curitiba que a estagnação na queda da desigualdade no país, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), retrata um "equívoco" das políticas de transferência de renda do governo federal.
"O Bolsa Família é um ponto de partida. Para o PT, ele é um ponto de chegada", disse Aécio Neves, em entrevista.
Para o senador e candidato a presidente em 2014, o governo federal "se contenta com a administração da pobreza e se preocupa pouco com sua superação". Ele defendeu a qualificação dos participantes do Bolsa Família, para a entrada no mercado de trabalho, e a fiscalização do programa, que disse ter "o DNA do PSDB.
Em pré-campanha para o Planalto em 2014, Aecio Neves está na capital do Paraná para participar de um encontro regional do partido, o segundo de quatro eventos pelo país, que também servem para articular sua candidatura.
Na conversa com os jornalistas, comentou a pesquisa do Ibope divulgada ontem, que apontou o crescimento das intenções de voto da presidente Dilma Rousseff (PT), de 30% para 38%. O tucano foi de 13% para 11%.
Aécio Neves relativizou o resultado e disse que não se pode comparar a petista com o desempenho de nomes que ainda não disputaram eleições presidenciais.
"Em campanha, as pessoas precisam conhecer os candidatos. Hoje, a presidente da República está em campanha", afirmou. "O dado relevante nessa pesquisa é que 60% da população brasileira não quer mais quatro anos do governo do PT."

Com um discurso de candidato, o tucano criticou o "desgoverno" de Dilma e disse que ela age como "candidata full time" [o tempo todo], fazendo "lavagem cerebral" com a propaganda oficial. No entanto, disse que não está em campanha. "Estou em campanha para que o PSDB construa um projeto de governo", disse. 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Aécio Neves acredita que é possível escrever uma nova página no Distrito Federal

Hoje o  presidente nacional do PSDB, senador Aecio Neves (MG), que vem de uma família com vasta biografia na política saudou em Brasília, a filiação do deputado federal Luiz Pitiman ao PSDB-DF, que pela manhã, na sede da Executiva Nacional.
No discurso, Aécio disse que o ingresso de Pitiman e de mais 32 pré-candidatos de diversas siglas nos quadros do PSDB representa um passo importante para o fortalecimento do partido em âmbito regional e nacional.
“Estamos iniciando corretamente uma caminhada, que não é de um nome, não é de um grupo. É de um projeto. Nada mais importante para o início dessa caminhada do que nós termos na capital, no coração do Brasil, uma mensagem clara que respeite valores e que demonstre à população de Brasília, tão cansada de desilusões sucessivas, que é possível escrever uma nova página”, afirmou.

Já na cidade do mineiro, em Belo Horizonte, o ex-presidente da República, FHC, falou em palestra a empresários que o senador Aécio Neves, que já apresenta 30 anos de dedicação à vida pública em sua biografia, tem capacidade de guiar o país e inspira confiança para solucionar os principais problemas brasileiros. Ele citou a educação e a atração de investimentos para a infraestrutura como grandes desafios para o futuro. “O PSDB tem posições mais condizentes com o mundo de hoje do que muitos outros partidos. Não vai fazer sozinho. Tem que ter aliança, tem que ter mais gente, e o Aécio certamente é um líder expressivo nessa direção”, destacou ele. O senador é pré-candidato do PSDB à sucessão no Palácio do Planalto nas eleições de 2014.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Marconi sugere a Aécio Neves criar Bolsa Futuro

O governador de Goiás, Marconi Perillo, sugeriu ao presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), a criação de uma bolsa voltada à qualificação profissional de jovens de baixa renda, durante lançamento do Portal Social do Brasil, em Brasília. A ideia baseia-se no programa Bolsa Futuro que o governo goiano vem executando no Estado e que tem como meta beneficiar 500 mil jovens no Estado.
Além da gratuidade do curso, o programa distribui um auxílio de R$ 75 para beneficiários do Bolsa Família ou do Renda Cidadã, do governo estadual, e famílias de baixa renda. A iniciativa oferece dez cursos de capacitação profissional voltados às áreas de comércio, agronegócios, funções de apoio, e indústria e infraestrutura.

Marconi Perillo começou a percorrer o Estado esta semana, para fazer a entrega dos certificados aos alunos das primeiras turmas do Bolsa Futuro. Cerca de 60 mil pessoas concluíram os cursos de qualificação. A Secretaria de Ciência e Tecnologia (Sectec), que coordena o programa, anunciou que estão abertas 150 mil novas vagas para o Bolsa Futuro. “Estamos investindo nessas pessoas para que, através da qualificação, possam chegar ao mercado de trabalho. As pessoas não querem esmolas, elas querem oportunidades. Nossa missão é democratizar as oportunidades”, disse.

O governador goiano aproveitou o evento de lançamento do portal social do PSDB, sob presidência de Aecio Neves, para ironizar o ex-presidente Lula. Em vídeo sobre a história do Bolsa Família, o petista omitiu que foi Perillo quem sugeriu a ele a unificação dos programas sociais criados por Fernando Henrique Cardoso, ideia que originou o Bolsa Família.
“Eu sugeri ao ex-presidente Lula a fusão dos programas sociais do governo FHC e a criação de um programa único, que acabou virando o Bolsa Família. Lula me agradeceu muito por isso. Agora ele omite isso, mas se quiser refrescar a memória basta ver um vídeo que circula na internet”, alfinetou Perillo